Com 15 lojas e R$ 5 milhões em faturamento, a gelateria paraense expande via franchising usando ingredientes brasileiros como diferencial contra rivais italianas estabelecidas.
Sair de 15 para 100 unidades até 20301: esse é o plano da Gelateria Damazônia, rede nascida em Belém que faturou R$ 5 milhões em 20251 e agora aposta no franchising como principal motor de expansão. Para quem avalia entrar no segmento de gelaterias, o movimento sinaliza uma aposta em diferenciação de cardápio num mercado já ocupado por redes maiores.
Fundada em 2010 pelo empresário Carlos Ferreira, a Damazônia chegou ao franchising após um percurso que passou pela distribuição de produtos domésticos e pela fabricação de chocolates amazônicos comercializados no Pão de Açúcar, no Carrefour e em lojas de aeroportos1. Ferreira conta que a dependência de grandes parceiros comerciais em cada etapa o levou a buscar um modelo que integrasse produção e venda direta ao consumidor. A gelateria foi a resposta.
A expansão para fora do Pará começou em julho de 2024, com a abertura de uma loja nos Jardins, em São Paulo1. Hoje a rede mantém oito unidades no estado de origem e opera também em bairros paulistanos e no complexo turístico do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro1. O plano imediato é adensar a presença na capital paulista e em cidades vizinhas antes de ampliar a operação carioca.
Os modelos de franquia partem de R$ 130 mil1, segundo a rede. A empresa projeta crescimento de 10% em 2026 e de 25% em 20271. Ferreira afirma que a fase de lojas próprias serviu para construir a base operacional e que o franchising é o caminho para levar a marca a outras regiões do Brasil. Em paralelo, a rede negocia sua primeira operação internacional, em Portugal1.
O terreno competitivo é exigente. A Gelato Borelli projeta encerrar 2026 com 300 lojas e faturamento de R$ 650 milhões1. A Bacio di Latte, por sua vez, informava, em maio, ter 240 lojas físicas no mundo e mais de 12 mil pontos de venda1. Ambas constroem identidade em torno da tradição italiana; a Damazônia escolhe o caminho oposto, usando a técnica do gelato para valorizar ingredientes brasileiros como cumaru, queijo Canastra e bolo de rolo1. Diferenciação de cardápio pode ser uma vantagem real de posicionamento, mas o candidato a franqueado deve investigar se ela se traduz em demanda sustentada fora do eixo Pará-São Paulo, onde a rede ainda está consolidando presença.
A COF traz royalties, taxa de franquia, prazo e exclusividade territorial. Payback real por praça, desempenho das unidades abertas recentemente em São Paulo e Rio de Janeiro e estrutura de suporte ao franqueado fora do Pará podem ser obtidos a partir da COF e dos documentos complementares da Damazônia; esses são dados que o candidato precisa pedir diretamente à franqueadora. Redes em fase de expansão acelerada podem concentrar suporte operacional no ritmo de abertura de lojas; entender como a Damazônia estrutura esse acompanhamento antes de assinar é o que separa a animação pela marca da avaliação fria do investimento.