Rede mineira opera três unidades em Santiago via parceria local e assina contratos para França e Espanha, mirando Argentina e Colômbia.
Um investimento inicial de US$ 340 mil colocou o JAH Açaí, Sorvetes e Picolés no Chile com três unidades já em operação, e a rede projeta chegar a cinco lojas no país até o fim de 20261. Para uma rede fundada em 2009 em Conselheiro Lafaiete (MG) e que entrou no franchising em 2015, a movimentação sinaliza uma mudança de patamar: de expansão doméstica para construção de marca em múltiplos mercados externos.
A entrada no mercado chileno foi estruturada por meio de parceria com a rede local de cafeterias e sorveterias Coppelia, e os pontos escolhidos em Santiago refletem a aposta em fluxo intenso: o Costanera Center, centro financeiro da capital, e a Estação Central, polo de comércio popular1. A escolha de parceiros locais consolidados pode reduzir o risco de adaptação cultural, mas o candidato a franqueado que avalia mercados internacionais deveria perguntar à rede como a operação chilena se sustenta juridicamente e quais são as obrigações do master franqueado local.
O formato central da expansão chilena é o store-in-store, com operações compactas inseridas em estabelecimentos pré-existentes e investimento a partir de US$ 12 mil por unidade2. Pedro Rossi, Diretor de Novos Negócios e Expansão da rede, afirma que o modelo "otimiza custos logísticos" e garante "escalabilidade"1. Formatos compactos podem ampliar o número de pontos com capital menor, mas a rentabilidade por unidade em contexto de store-in-store depende de acordos de ocupação que a fonte não detalha.
A rede, que segundo suas próprias declarações supera 200 unidades ativas e projeta faturar R$ 210 milhões em 20251, já opera na Alemanha e em Portugal e tem contratos assinados para a França e a Espanha2. Para os próximos anos, a empresa projeta avançar também na Argentina e na Colômbia, apoiada em duas plantas fabris, localizadas em Belo Horizonte (MG) e Sorocaba (SP), que já possuem certificações de exportação1. A existência de estrutura fabril própria pode ser um diferencial de abastecimento, mas o que cada franqueado paga por esse insumo em território estrangeiro é uma pergunta que a COF responde para o mercado brasileiro; no exterior, o candidato precisa buscar essa informação diretamente com a rede.
A fonte não informa royalties, taxa de franquia, prazo contratual nem retorno estimado por unidade nos mercados internacionais. Quem avalia a JAH como oportunidade de expansão fora do Brasil deveria questionar exatamente esses itens antes de qualquer avanço. O movimento da rede indica que o modelo de autoatendimento que funcionou no Brasil está sendo testado em praças exigentes; o que ainda está por provar é se a escala internacional sustenta, para o franqueado individual, o mesmo apelo que sustenta para a marca.