Brian Bailey começou fazendo entregas para pagar dívidas e hoje comanda 160 lojas em cinco estados, enquanto ajuda funcionários a virarem franqueados.
Em 58 dias, Brian Bailey passou de entregador a gerente de loja na Domino's1. O plano original era quitar os empréstimos estudantis e partir para um emprego de verdade. O emprego nunca veio.
Aos 27 anos, Bailey juntou dinheiro suficiente para comprar sua primeira unidade em Carlsbad, no Novo México1. "Eu não tinha um centavo no bolso naquela época", ele disse à Multi Unit Franchise Magazine, "mas pensei: um dia vou ser dono de um monte dessas lojas." A trajetória que essa frase antecipava oferece uma perspectiva para quem avalia hoje uma rede de grande porte: o franqueado que conhece a operação por dentro, desde o nível mais básico, pode construir uma visão de gestão diferente da que se adquire apenas com capital.
Em 2025, Bailey adquiriu 45 lojas no Texas, Arkansas e Oklahoma1, tornando sua empresa, a Team Bailey, a maior operação franqueada da Domino's nos Estados Unidos. Ele administra agora 160 unidades em cinco estados e, segundo a reportagem, ainda vai pessoalmente fazer pizzas na maioria das semanas1.
Há ainda um detalhe que merece atenção de quem pensa em franquias de alimentação: Bailey ajudou cerca de meia dúzia de seus próprios funcionários a se tornarem franqueados da Domino's1. Esse movimento pode indicar que redes maduras de grande escala constroem pipelines de expansão a partir de dentro, o que tende a elevar o perfil operacional exigido de quem chega de fora com apenas capital para investir.
A fonte não traz dados sobre investimento inicial, royalties, taxa de propaganda nem prazo de contrato. Quem avalia a rede deve solicitar a Circular de Oferta de Franquia (COF), que por lei precisa detalhar esses itens, e perguntar diretamente à franqueadora qual o payback médio por praça e quais são os critérios para expansão via aquisição de lojas existentes.
Quarenta anos separam o primeiro turno de entrega do comando de 160 lojas, e a lição que a trajetória carrega para o candidato a franqueado não está nos números, mas na pergunta que eles não respondem: o que a franqueadora exige de quem quer crescer assim?