Griffin Gordon e Kevin Condon investiram na rede de ginástica após matricular os filhos; segundo eles, a operadora Somersault fatura quase US$ 20 milhões.
O ponto de partida foi a fila de pais esperando os filhos saírem da aula de ginástica. Griffin Gordon e Kevin Condon frequentavam o The Little Gym como clientes antes de cogitar qualquer negócio. O que os convenceu foi o ambiente que observaram da arquibancada, funcionários que conheciam as crianças pelo nome, recepcionavam os responsáveis e faziam as famílias quererem voltar1.
Os dois haviam se conhecido na Booth School of Business da Universidade de Chicago e, depois, seguido trajetórias paralelas no mundo do private equity. Condon cofundou a Hidden River Strategic Capital, firma de private equity sediada na Filadélfia voltada a pequenas empresas. Gordon dividiu a carreira entre investimentos em private equity e gestão de empresas de médio porte, fundando posteriormente uma firma focada em franqueados1. Perfis complementares que, na prática, podem ser um diferencial quando o plano exige tanto capital quanto capacidade operacional.
A oportunidade concreta veio de Richard Moore, operador do The Little Gym há quase três décadas, cujos pais queriam se aposentar enquanto ele pretendia seguir expandindo. Um assessor o apresentou a Gordon e Condon, que enxergaram a combinação entre um operador experiente e a possibilidade de injetar capital e suporte à expansão1. É exatamente o tipo de entrada que pode reduzir uma das maiores incertezas do franchising: a curva de aprendizado operacional já estava percorrida por quem permaneceu no negócio.
Em 2023, as firmas de Gordon e Condon investiram em sete unidades do The Little Gym na Carolina do Norte, formando a base da operadora batizada de Somersault. Três anos depois, segundo os próprios sócios, o portfólio cresceu para mais de 30 unidades, com outras 10 ou mais em desenvolvimento, gerando receita de quase US$ 20 milhões1.
Para quem avalia uma rede de atividades infantis, o caso levanta uma pergunta que a fonte não responde: quais são o investimento inicial por unidade, os royalties e o prazo mínimo de contrato praticados pelo The Little Gym? Esses dados estariam no FDD da rede e são o ponto de partida obrigatório antes de qualquer modelagem financeira. O que a história de Gordon e Condon deixa visível é que a marca já estabelecida e o operador com histórico próprio pesaram tanto quanto o capital disponível, e que entrar numa rede por convicção de cliente pode ser um sinal, mas não substitui a due diligence dos números.