Tradicional Light exige R$ 250 mil de investimento inicial, abrindo acesso a candidatos que não cabem no modelo convencional de R$ 400 mil.
Com mais de 1.100 unidades no Brasil, nos Estados Unidos e no Paraguai e faturamento de R$ 1 bilhão em 20251, a The Best Açaí reformulou seu portfólio e passou a oferecer três formatos de loja em vez de um. O movimento central é o lançamento do Tradicional Light, cujo investimento inicial fica em torno de R$ 250 mil, cerca de 40% abaixo do modelo Tradicional convencional1, segundo a rede.
Para quem avalia entrar numa rede de alimentação de grande porte, uma faixa de entrada menor pode ser relevante, mas o número que importa não é só o de abertura: é o quanto de capital de giro permanece disponível depois disso. A fonte não detalha esse dado, o que torna essencial perguntar diretamente à franqueadora.
O Tradicional Light ocupa aproximadamente 65 m², inclui taxa de franquia e abertura no valor estimado de R$ 250 mil e apresenta potencial de faturamento médio mensal acima de R$ 80 mil, segundo a companhia1. O modelo Tradicional, referência histórica da rede, mantém cerca de 120 m², investimento aproximado de R$ 400 mil e potencial de faturamento médio mensal de R$ 105 mil1. No extremo oposto, o Tradicional Plus chega a cerca de 200 m² e projeta faturamento mensal acima de R$ 150 mil1.
A rede afirma que a escolha do formato não depende do tamanho da cidade, mas do potencial de consumo da praça e do perfil do investidor1. Na prática, isso pode ampliar a concorrência por territórios em mercados mais aquecidos, uma vez que candidatos em capitais e em cidades de médio porte podem ser elegíveis ao mesmo modelo. Vale perguntar à franqueadora como funciona a delimitação de área de exclusividade em cada formato.
O CEO Sérgio Kendy atribui a reformulação a um estudo de geomarketing e ao reconhecimento de que havia demanda reprimida de candidatos com perfil adequado, mas sem capital suficiente para o modelo convencional1. Esse mapeamento pode ser explorado na conversa com a rede: quais regiões concentrarão unidades Light e quantas vagas existem por praça.
A fonte apresenta o payback como 'altamente atrativo' na fala do executivo, mas a tabela do portfólio foi cortada antes de exibir os prazos estimados por modelo1. Prazo de payback, royalties, taxa de propaganda e condições de renovação são itens que a COF (Lei 13.966/2019) obriga a rede a detalhar antes da assinatura, e que o candidato deve solicitar e comparar entre os três formatos.
Uma rede que amplia sua porta de entrada pode crescer mais rápido em número de unidades, o que pode fortalecer a marca, mas também pressionar franqueados existentes em praças disputadas. A pergunta mais importante que o candidato pode levar à franqueadora é simples: qual o raio de proteção territorial de cada formato e como ele é garantido contratualmente?