Sétimo trimestre consecutivo acima de dois dígitos reacende interesse em entrar na rede, que opera sob nova gestão desde outubro de 2024.
R$ 681 milhões em faturamento total e alta de 19% em Same Store Sales no segundo trimestre de 20261: esses são os números que a Subway apresenta após quase dois anos sob gestão da ZAMP, master franqueada da marca no Brasil desde outubro de 2024. O resultado marca o sétimo trimestre consecutivo de crescimento acima de dois dígitos, uma sequência que vem alterando a percepção de risco de quem avalia entrar na rede.
A virada começou logo na largada da nova gestão. Em apenas dois meses após a ZAMP assumir a operação, a rede já registrava crescimento expressivo; 2025 fechou com 22% de alta em vendas nas mesmas lojas1. O desempenho de 2026 indica que o movimento não desacelerou.
Para quem avalia a franquia, SSS crescente sinaliza que as lojas existentes estão vendendo mais, não apenas que novas unidades diluem a base. Uma rede que cresce só pela abertura de pontos pode mascarar estagnação por loja. Aqui, a fonte aponta expansão nas duas frentes, embora dados de rentabilidade por unidade, payback real e estrutura de royalties não constem na divulgação e devam ser solicitados diretamente à franqueadora.
A ZAMP atribui os resultados a mudanças operacionais concretas: padronização de cardápio e precificação em toda a rede, relançamento de campanhas como o Dia do 30 e Sub do Dia, e a plataforma Subway Brasileiras, com combinações de ingredientes típicos do Brasil que, segundo a empresa, elevaram o ticket médio e atraíram novos públicos1. A troca de um modelo internacionalizado por uma abordagem local tem efeito direto no cotidiano do franqueado: menus, fornecedores e campanhas tendem a seguir essa lógica, o que pode reduzir atritos operacionais, mas também muda expectativas de quem entra imaginando a marca global tal como era antes.
O delivery representa aproximadamente 30% do faturamento e registrou avanço em receita e transações no período1. Para o candidato a franqueado, isso significa que parte relevante das vendas depende de plataformas de terceiros, o que pode implicar comissões e pressão de precificação que a COF não formata. Vale perguntar à rede como esses custos são contabilizados e se há suporte estruturado para o canal.
Na frente de expansão física, o presidente da Subway, Ricardo Camiz, afirma que a rede está "abrindo mais restaurantes do que fechando" pela primeira vez em muitos anos e projeta que totens de autoatendimento devem chegar a mais de 500 lojas até o fim de 20261. A ZAMP declara ainda que franqueados demonstraram crescente interesse em novas unidades1. Esse tipo de declaração, feita pela própria rede, não equivale a dado auditado, mas sinaliza um ambiente interno diferente de períodos anteriores quando o número de fechamentos superava o de aberturas.
A Subway foi fundada em 1965 e opera globalmente com presença em dezenas de países1. No Brasil, todas as lojas operam no modelo de franquia. O que os trimestres recentes ainda não respondem, e o candidato precisa levar à franqueadora, é quanto dessa melhora de vendas se converte em margem para o franqueado, em que prazo e em quais praças. O crescimento da rede é o ponto de partida da conversa, não a conclusão dela.