Rede presente em mais de 10 estados estrutura modelo que combina comercialização de revestimentos e serviço de montagem por franqueados capacitados.
O mercado brasileiro de revestimentos de piso pode alcançar US$ 12,87 bilhões em 2026, com o segmento residencial respondendo por 70% da demanda, segundo projeção da Mordor Intelligence1. A Pandecor apostou nesse cenário ao estruturar um modelo que reúne, em uma mesma operação, a comercialização de revestimentos flexíveis e a instalação por franqueados capacitados. Para quem avalia entrar no setor, isso significa entender não apenas a margem na venda de produtos, mas também a receita potencial do serviço, duas frentes que a rede afirma explorar simultaneamente.
A rede está presente em mais de 10 estados brasileiros e tem como meta operar em todos os estados e no Distrito Federal até dezembro de 20271. A expansão depende da abertura de novas unidades e, segundo a própria franqueadora, da manutenção do padrão técnico que sustenta a proposta. Qual o ritmo de abertura planejado por estado e quais os critérios de seleção de praça são perguntas que o candidato deve levar à franqueadora antes de qualquer decisão.
O portfólio inclui placas flexíveis com efeitos marmorizados e de pedras, ripados, decks, pisos vinílicos, rodapés, rodatetos, boiseries, guarnições, brises e perfis de acabamento1. Os pisos vinílicos vêm ganhando espaço em diferentes ambientes, com a facilidade e a rapidez de instalação entre seus principais atrativos, segundo o Instituto Brasileiro do PVC1. Redes que já oferecem o serviço de montagem tendem a capturar o consumidor que prefere resolver a reforma num único ponto de contato.
"O cliente costuma comprar o revestimento em um lugar e buscar quem instale em outro. Quando essas etapas não conversam, surgem dúvidas sobre aplicação, acabamento e responsabilidade. Nosso modelo foi estruturado para reunir essas soluções", afirma Danilo Santana, CEO da Pandecor1. A lógica ganha peso num setor em que a mão de obra qualificada segue entre os principais desafios, de acordo com a Sondagem da Indústria da Construção da CNI em parceria com a CBIC1. Cabe ao candidato perguntar à franqueadora qual é a carga e a duração do programa de capacitação técnica, e se o treinamento é pré-requisito para a abertura da unidade.
Na ponta logística, a Pandecor afirma manter fornecedores homologados em diferentes regiões do país, estrutura que, segundo a empresa, contribui para preços competitivos ao considerar o frete na decisão de compra1. "A logística pode pesar no custo final dos revestimentos; por isso, comparar produto e transporte em conjunto é fundamental para manter preços competitivos", explica Roberto Cruz, sócio-fundador1. O candidato deve verificar diretamente com a rede se há liberdade para comprar de fornecedores fora da lista homologada e em quais condições.
O setor sinaliza retomada: o faturamento das fabricantes de materiais de construção em agosto foi 3,6% maior que no mesmo mês de 20251, e a construção civil cresceu 1,1% no primeiro semestre de 20261. Crescimento setorial não garante resultado por unidade, mas pode indicar que a demanda pelo produto existe. O que a fonte não traz, e o candidato precisa buscar com a franqueadora, são investimento inicial, taxas, prazo de retorno e desempenho real das unidades já abertas. Integrar catálogo e instalação pode ser um diferencial real, desde que a execução acompanhe a proposta.