A Gong Cha assinou contrato de 50 unidades no Texas com operador multimarca, o maior acordo direto de franquia de sua história.
Cinquenta unidades em um único contrato. Esse é o tamanho do acordo que a Gong Cha acaba de fechar no Texas, e o número diz muito sobre como a rede taiwanesa de bubble tea está construindo sua presença nos Estados Unidos depois de retomar o controle direto do mercado americano no início de 2026. O parceiro escolhido é a Bakers Acres & Cattle Company (BACC), operador multimarca com sede em Houston, fundado em 2015 por Brett Walker e sua esposa Wendi. A empresa tem contrato de desenvolvimento de 12 unidades da Nothing Bundt Cakes na Grande Houston, das quais seis já estão em operação. Walker espera chegar a nove até o fim deste ano, segundo o Franchise Times (07/08/2026).
O negócio começou pequeno e cresceu rápido. A BACC adquiriu quatro unidades em San Antonio e Austin em 1º de julho, e poucas semanas depois assinou o contrato de 50 unidades, descrito pela Gong Cha como o maior acordo direto de franquia de sua história. As lojas serão abertas ao longo de sete anos em Austin, Dallas, Houston e San Antonio. A decisão não foi por impulso. Walker afirma que sua equipe avaliou mais de 120 conceitos e participou de 10 discovery days antes de fechar com a Gong Cha. O fator decisivo, segundo ele, foi o time e a tecnologia da marca, e o encontro com Geoff Henry, presidente da Gong Cha Americas. O modelo revela uma lógica clara de expansão: um operador com histórico comprovado, estrutura familiar consolidada e apetite por crescimento assume um território inteiro de uma vez.
Para quem avalia entrar no mercado americano de bebidas asiáticas, o movimento levanta uma questão concreta. Quando uma rede fecha acordos dessa escala com operadores regionais, os territórios cobertos saem do mapa para novos candidatos. Austin, Dallas, Houston e San Antonio estão tomados por sete anos. A notícia não divulga os termos financeiros do contrato, investimento inicial, taxa de franquia, royalties e condições de renovação. Essas informações constam no FDD (Franchise Disclosure Document) que a rede é obrigada a entregar a candidatos nos EUA, e são o ponto de partida para qualquer análise de viabilidade. Quem tiver interesse em outros mercados do país precisa perguntar à franqueadora quais territórios ainda estão disponíveis e sob qual estrutura de contrato. O perfil da BACC também oferece um sinal sobre o tipo de operador que grandes redes buscam para acordos desse porte: franqueados com portfólio diversificado e capacidade de escalar tendem a ter mais poder de negociação do que candidatos de primeira viagem.
No Brasil, o formato de acordos regionais de múltiplas unidades ainda opera em escala bem menor do que o praticado no mercado americano.