A rede de frango crocante prevê mais de 20 unidades e faturamento 15% acima de 2025, apostando em produção sob demanda para reduzir desperdício.
Faturamento acima de R$ 10 milhões e mais de 20 lojas em operação até o fim de 20261: é a projeção da Chicken Town, rede de fast food especializada em frango crocante. A meta representa uma alta de 15% sobre o resultado de 20251, e a própria rede a descreve como dentro do previsto. Para quem avalia entrar no segmento, o número importa menos do que o modelo que o sustenta.
A Chicken Town nasceu em Uberlândia (MG), operando em um trailer de sexta a domingo, antes de migrar para loja física e iniciar a estruturação como franquia1. O cofundador Alonso Junior acumulou anos no KFC durante quase duas décadas na Inglaterra e trouxe ao Brasil o que aprendeu sobre produção de frango1. Em 2019, um café em São Paulo reuniu Alonso com Rogério Davino, empresário com cerca de 25 anos de varejo e histórico como franqueado de redes como Casa do Pão de Queijo, Spoleto, Roasted Potato e La Selva, chegando a operar oito unidades ao mesmo tempo1. A combinação de quem conhece a cozinha com quem conhece a ponta comercial tende a reduzir pontos cegos na expansão de uma rede jovem.
O acordo entre os dois foi fechado ao fim de 20191, com Davino assumindo 50% da sociedade. Em 2021 ele se tornou o único sócio da operação1. Hoje a rede está presente em dez estados e mantém cerca de 80 funcionários1. Esses dados descrevem o porte atual da estrutura, mas não informam concentração de receita por estado ou desempenho por unidade, variáveis que o candidato deve levantar diretamente com a franqueadora.
O modelo operacional é o argumento central da rede para disputar espaço com players maiores. As lojas ocupam entre 35 m² e 40 m², atendem cidades a partir de 100 mil habitantes e demandam investimento inicial entre R$ 200 mil e R$ 300 mil1. O processo produtivo aposta no controle de perdas: o frango é marinado e mantido em conservação por até cinco dias, sendo empanado e frito somente no momento do pedido1. Segundo Davino, se a loja encerra o dia sem pedidos, nada pronto é descartado1. Um ciclo curto de produção pode reduzir o capital imobilizado em estoque, mas a diferença real no resultado unitário depende de volume de vendas, mix de produtos e custo de matéria-prima, informações que o candidato deve obter diretamente com a rede.
O projeto foi apresentado na convenção da ABF em 2019 sem atrair investidores externos naquele momento1, o que indica que a tração inicial dependeu da capacidade de execução dos sócios. Hoje a rede tem um histórico mais longo para apresentar, mas o candidato ainda deve perguntar sobre payback real por praça, pois a Chicken Town não publica esse histórico de maturação, variável que só a rede consegue estimar. Lojas pequenas não garantem, por si só, que o modelo funcione em qualquer cidade de porte médio.