Rede do Grupo Herval abre franquias com investimento a partir de R$ 250 mil e margem estimada entre 12% e 15%, segundo a empresa.
A Volis Colchões abriu seu modelo de franquias e mira 100 pontos de venda até 2030, com investimento inicial a partir de R$ 250 mil e projeção de faturamento mensal entre R$ 60 mil e R$ 150 mil por unidade1. A expansão começa pelas regiões Sul e Sudeste, mas a estrutura foi desenhada para cobrir todo o território nacional, segundo a empresa.
A rede pertence ao Grupo Herval, com sede em Dois Irmãos (RS) e mais de seis décadas de atuação em móveis e colchões1. Esse vínculo industrial é apresentado como pilar da operação. O estoque fica centralizado nos cinco centros de distribuição do grupo, localizados em Dois Irmãos (RS), São Paulo (SP), Cariacica (ES), Bezerros (PE) e Miami (EUA)1, reduzindo a necessidade de armazenamento local nas lojas franqueadas. Para quem avalia o modelo, entender como esse abastecimento funciona na prática e quais são os prazos de reposição para sua praça específica é uma pergunta concreta a se levar à franqueadora.
O portfólio inclui colchões, travesseiros, camas, cabeceiras, boxes e acessórios, com linhas classificadas em três níveis de conforto (mais firme, intermediário e mais macio)1. As lojas também oferecem espaço de customização de bases e colchões, com opções de tecidos, pés, bordados e acabamentos. Um ambiente chamado Volis Experience, com camas articuladas em posição de gravidade zero, aromaterapia e vídeo de mindfulness, compõe a proposta de compra1. Esse tipo de experiência sensorial pode ser difícil de reproduzir com fidelidade em praças menores ou em formatos de loja mais compactos, o que torna relevante perguntar à rede quais adaptações são permitidas sem comprometer o padrão da marca.
A operação prevê de dois a três colaboradores por loja e gestão integrada por sistema único para toda a rede1. O suporte cobre escolha do ponto comercial, treinamento de equipes, planejamento de marketing e acompanhamento permanente, com formatos adaptados para lojas de rua e shopping centers. A margem estimada fica entre 12% e 15% sobre o faturamento, segundo a empresa1. Esses percentuais são projeções divulgadas pela própria rede e não substituem a análise da COF, que detalha royalties, taxas e situação financeira da franqueadora. Itens como payback real por praça e ROI por unidade não são formatados na COF e precisam ser solicitados diretamente à Volis.
O segmento de produtos para o sono tende a se beneficiar de uma mudança de comportamento do consumidor em relação à saúde do descanso, argumento que a própria gerente de marketing do Grupo Herval, Samanta Melo, usa para justificar a criação da marca1. Ainda assim, o candidato deve considerar que ticket alto e decisão de compra consultiva exigem equipes bem treinadas e tempo de maturação da carteira de clientes, variáveis que a fonte não quantifica. A pergunta que define a viabilidade da aposta é simples: o suporte prometido pelo grupo industrial chega de fato à ponta do franqueado, seja ele o segundo ou o nonagésimo da rede.