Com 11 anos e presença em dez estados, a rede projeta expansão acelerada apoiada nos cafés especiais e em formatos diversificados de operação.
A Sterna Café chegou à marca de 100 unidades em operação distribuídas por dez estados brasileiros1, número que sinaliza o ritmo de uma rede que abriu seu modelo de franquias apenas um ano após a fundação. Criada em 2015 e franqueadora desde 2016, a marca projeta 130 lojas até o fim de 2026 e 300 unidades até 2028, segundo a própria rede1.
O setor em que a Sterna opera sinaliza expansão mensurável. O consumo de cafés especiais no Brasil cresce entre 10% e 15% ao ano, e o volume consumido no mercado interno se aproxima de 1,5 milhão de sacas, conforme a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA)1. Para quem avalia entrar no segmento, esses números ajudam a entender por que redes de cafeteria vêm ampliando portfólio e formatos, mas não substituem a análise da praça específica que o candidato pretende operar.
A diversificação de ocasiões de consumo é um dos movimentos que a rede destaca como diferencial. As lojas passaram a receber clientes que trabalham, estudam, fazem reuniões ou simplesmente encontram amigos, deixando de depender exclusivamente do espresso tradicional. Esse alargamento do uso pode tornar a operação menos sazonal ao longo do dia, o que poderia favorecer o faturamento por metro quadrado, embora a fonte não apresente dados financeiros por unidade.
Tecnologia também entra na equação. A unidade dos Jardins, em São Paulo, opera com a Sterninha, um robô de atendimento integrado à equipe humana1. A rede apresenta o equipamento como teste para entender como automação contribui para eficiência e experiência, segundo a CEO Silvana Buzzi. Para o candidato, vale perguntar à franqueadora se esse formato está previsto para novas unidades, qual é o custo adicional envolvido e se há impacto na projeção de investimento inicial.
A trajetória do fundador Deiverson Migliatti, que visitou mais de mil cafeterias em 72 países antes de criar a marca, aparece na narrativa como origem da proposta de café especial em formato acessível1. Em 2026, ele integra a 11ª temporada do Shark Tank Brasil como investidor convidado, o que pode ampliar a visibilidade da marca, mas visibilidade não se converte automaticamente em resultado para o franqueado local.
O que a fonte não traz, e que o candidato precisa levantar diretamente com a franqueadora, são informações como valor do investimento inicial por formato de loja, taxa de franquia, royalties, taxa de publicidade, prazo do contrato, critério de exclusividade territorial e dados de faturamento médio por unidade madura. A COF entregue antes da assinatura do contrato traz esses itens (royalties, taxa de franquia, taxa de publicidade, prazo, exclusividade, pendências e histórico de desligados são obrigatórios pela Lei 13.966/2019); compará-la com a realidade de franqueados já operantes é o passo que transforma promessa de expansão em decisão fundamentada.
Uma rede que cresce enquanto o consumidor ainda está aprendendo sobre cafés especiais pode estar construindo mercado junto com seus franqueados, mas é exatamente por isso que o histórico operacional de cada praça importa mais do que a curva agregada do setor.