Dona de Outback e Abbraccio fechou contrato exclusivo de licenciamento; primeira unidade abre em São Paulo em 2027.
A Bold Hospitality Company fechou um contrato exclusivo de máster-franquia para trazer o Shake Shack ao Brasil, com meta de 40 lojas abertas até 20361. A primeira unidade está prevista para 2027, em São Paulo, ainda sem endereço ou data exata definidos.
A holding brasileira já opera redes como Outback, Abbraccio e Aussie1, o que pode indicar familiaridade com o segmento de alimentação de ticket médio elevado. Mauro Guardabassi, atual COO da Bold, será o responsável direto pela operação da marca no país. Para quem avalia entrar em um segmento premium de alimentação, vale observar que a operadora escolhida tem histórico em múltiplas bandeiras, o que pode tanto acelerar a curva de aprendizado quanto dividir a atenção da franqueadora local.
Fundado em 2001 como um simples carrinho de cachorro-quente em Nova York, o Shake Shack ganhou um quiosque permanente no Madison Square Park em 20041. Hoje a rede soma mais de 740 lojas em mais de 20 países, com cerca de 475 somente nos Estados Unidos1. Na América Latina, a presença ainda é restrita ao México, com uma abertura prevista no Panamá nos próximos meses1.
O modelo de negócio merece atenção específica. O Shake Shack não trabalha com franquias tradicionais, mas com contratos de licenciamento1, o que significa que não haverá franqueados individuais comprando uma unidade diretamente da marca americana. A Bold detém o direito exclusivo de operar e expandir a rede no país. Candidatos interessados em operar uma unidade precisarão esclarecer com a holding como esse modelo se estrutura localmente e se abre espaço para parceiros externos.
O posicionamento premium é central na proposta da marca. Durante evento em São Paulo em setembro de 2024, foi declarado que a expansão da marca depende de encontrar parceiros que entendam o mercado local profundamente1. A empresa também afirma que planeja parcerias com produtores e fornecedores locais para desenvolver produtos adaptados ao paladar brasileiro1. Esse tipo de adaptação pode influenciar custos operacionais e prazos de implantação, variáveis que ainda não foram divulgadas.
A COF que a Bold deverá disponibilizar quando o modelo for formalizado no Brasil trará royalties, taxa de franquia, taxa de propaganda, prazo e exclusividade territorial [Lei 13.966/2019]. O que o candidato deve perguntar diretamente à operadora são o investimento inicial por unidade, o prazo de retorno estimado para cada praça e se haverá espaço para franqueados individuais dentro da estrutura da Bold. A marca chega com força de reconhecimento global; as condições reais de operação no Brasil ainda estão por ser reveladas.