Rede de estética aumenta tíquete médio de R$ 1.300 para R$ 1.600 e estrutura expansão em novos públicos, portfólio e tecnologia de suporte.
O ticket médio da Royal Face passou de R$ 1.300 para R$ 1.6001, mesmo em um ambiente econômico que a própria rede descreve como adverso. Um tíquete crescente pode indicar que o consumidor aceita pagar mais pelos serviços da rede, o que tende a sustentar a rentabilidade da unidade sem depender apenas de volume.
A companhia, que se apresenta como a maior rede de franquias de estética do Brasil1, registrou crescimento de 10% ano contra ano1 e anunciou, durante sua convenção anual, uma estratégia estruturada em quatro frentes para 2027. São elas: captação de novos públicos, ampliação do portfólio, investimento em tecnologia de gestão e rebranding da marca.
Dois grupos de consumidores concentram a atenção da rede para o próximo ciclo. O primeiro é formado por usuários de canetas emagrecedoras, público que a Royal Face identifica como uma porta de entrada para tratamentos associados a mudanças corporais e autoestima1. O segundo é uma geração mais jovem, que busca procedimentos com foco preventivo, antes de precisar corrigir sinais de envelhecimento. Ampliar públicos reduz a dependência de um perfil único de cliente, o que pode tornar a operação menos suscetível a variações sazonais ou de renda.
No portfólio, a aposta é nos tratamentos capilares, categoria que a rede ainda não explora de forma central1. A lógica declarada pela companhia é aumentar o chamado mercado endereçável, de modo que mais categorias de serviço gerem mais oportunidades de retorno do mesmo cliente e impactem diretamente a recorrência de receita na unidade. Para o candidato a franqueado, vale perguntar à rede quais desses novos procedimentos já estão precificados e se demandam equipamentos adicionais, dado que o custo de implantação pode variar.
A tecnologia entra na estratégia não como diferencial para o consumidor final, mas como ferramenta de bastidores. A Royal Face pretende ampliar os recursos que o franqueado usa para acompanhar indicadores e tomar decisões operacionais1. Redes em expansão tendem a tornar o suporte tecnológico um fator crítico de padronização, e sistemas de gestão compartilhados podem ser a resposta da franqueadora à dispersão de qualidade conforme a base de unidades cresce.
O rebranding, que deverá atingir uniformes e fachadas das unidades1, fecha o conjunto de frentes. A CEO Claudia Abreu afirma que o objetivo é que a Royal Face seja lembrada como marca, e não apenas como local de procedimento1. Adequações de fachada e identidade visual geralmente têm custo, e saber quem arca com essa conta, a rede ou o franqueado, é uma pergunta direta que merece resposta antes da assinatura do contrato.
A rede integra o Grupo SMZTO, que tem entre seus sócios o empresário José Carlos Semenzato e o casal Flávia Alessandra e Otaviano Costa1. A Royal Face opera com dois modelos de franquia, Slim e Premium, e a rede afirma ter mais de 270 unidades no país1. O número de formatos disponíveis é relevante: o candidato deve comparar as condições de cada modelo na COF antes de decidir qual se adequa ao seu perfil de investimento e praça.
A fonte não traz valores de investimento inicial, taxas de royalties, taxa de publicidade nem prazo de contrato para nenhum dos dois modelos. Essas informações são obrigatórias na Circular de Oferta de Franquia e devem ser solicitadas formalmente à rede antes de qualquer decisão. O que os números disponíveis mostram é uma operação em expansão com tíquete em alta; o que não mostram é o retorno real por unidade em cada praça.