Duas redes de café da manhã ampliam receita em horários diferentes, com estratégias opostas de cardápio e risco operacional.
A Big Biscuit registrou US$ 47 milhões em vendas em 2025, alta de 7% sobre o ano anterior, e expandiu seu número de unidades em 7,1%, chegando a 30 lojas1. O dado integra o Franchise Times Top 400, ranking anual baseado em vendas totais do sistema, onde a marca figura na posição 3991. Para o CEO Chad Offerdahl, o almoço de segunda a sexta é o próximo vetor de receita, impulsionado não por bebidas alcoólicas, mas por café, chá e as chamadas "dirty sodas", refrigerantes com xaropes especiais.
Offerdahl afirma que a rede "nunca teve a intenção de ser a maior ou a de crescimento mais rápido", e sim de manter operação sólida por décadas1. Essa postura de expansão disciplinada pode interessar ao candidato que busca previsibilidade operacional, mas tende a limitar o ritmo de valorização do sistema, o que vale investigar antes de assinar qualquer contrato.
O caminho da Keke's Breakfast Cafe é diferente. A rede, adquirida pela Denny's em 2022 e classificada em 297º no mesmo ranking, lançou um programa de coquetéis há menos de dois anos e encerrou o ano passado com 82 unidades1. Apostar no álcool como alavanca de ticket no período do almoço pode ampliar a margem por visita, mas também eleva a complexidade operacional e os requisitos regulatórios da unidade.
Para quem avalia uma franquia de café da manhã, a questão central é entender qual parcela das vendas já vem do almoço e quais adaptações de cardápio ou licença são necessárias para viabilizar essa extensão de horário. O FDD da rede pode detalhar a composição de receita por período do dia, mas o impacto real do programa de bebidas no custo operacional e o payback por praça são perguntas que precisam ir diretamente à franqueadora.
O contraste entre as duas redes coloca uma escolha concreta na mesa: crescimento focado sem álcool ou portfólio ampliado com maior complexidade de gestão. O perfil do operador ideal muda conforme o caminho escolhido pela rede.