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Dois em cada três pequenos negócios que contrataram influenciadores relatam resultado positivo

Pesquisa Sebrae-FGV mostra ganho de visibilidade como principal benefício, mas 70% dos pequenos negócios nunca usaram influenciadores digitais.

Redação Mercado Franquia·6 de nov. de 2026 · 11:20·3 min de leitura
Dois em cada três pequenos negócios que contrataram influenciadores relatam resultado positivo

Dois em cada três pequenos negócios que contrataram influenciadores digitais relatam resultados positivos para a empresa1. O dado é de um levantamento inédito do Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) sobre o impacto dessas parcerias nas estratégias comerciais de MEI e micro e pequenas empresas (MPE) em todo o país.

O principal benefício relatado foi o ganho de visibilidade da marca. Esse efeito foi apontado por um terço dos pequenos negócios em geral, chegando a 45% das MPE1. Por setor, o aumento de notoriedade foi mais expressivo no Comércio (39%) e em Serviços (38%), superando a Indústria (24%)1. No recorte regional, Nordeste (45%) e Norte/Centro-Oeste (40%) lideraram1. Para quem vende em praças onde a concorrência disputa atenção nas redes, pode fazer sentido que a visibilidade ganha via influência apareça antes de se converter em vendas diretas.

O tipo de resultado varia conforme o porte. Entre os MEI, além de maior visibilidade (29%), 24% afirmaram que a ação trouxe novos clientes diretamente1. Já as MPE focaram mais na expansão da presença de mercado. No Comércio, cerca de uma em cada três empresas notou crescimento de engajamento nas redes sociais após as campanhas1. Para o dono de negócio que prioriza caixa imediato, entender qual dos dois efeitos, visibilidade ou conversão, predomina no seu segmento pode definir se a aposta vale agora ou depois.

Com resultado positivo
2 em cada 3
pequenos negócios que usaram influenciadores
Nunca contrataram
+ de 70%
dos pequenos negócios no Brasil
MEI abertos à estratégia
+ de 60%
MEI que nunca adotaram, mas consideram o investimento
Fonte: Sebrae / FGV · jun/2025

Apesar do índice favorável de retorno, a adoção ainda é limitada: mais de 70% dos pequenos negócios nunca contrataram influenciadores, e a utilização efetiva alcança 23% das empresas de pequeno porte, patamar semelhante entre MEI e MPE1. O Comércio lidera a adesão (28%), e o Nordeste é a região com maior presença relativa (29%)1. O espaço ainda não ocupado pode representar vantagem competitiva para quem entrar antes, ou pode sinalizar que boa parte dos empreendedores ainda não encontrou modelo viável para o seu orçamento.

Na forma de remunerar, MEI e MPE se comportam de maneira distinta. Entre os MEI, a permuta por produtos ou serviços é a alternativa mais frequente, usada por 29% dos respondentes, contra 16% que pagaram cachê fixo1. Nas MPE, o pagamento monetário fixo prevalece, assinalado por 36% das empresas1. A permuta pode ser uma porta de entrada menos onerosa para quem ainda não tem verba dedicada a marketing, mas o custo real do produto ou serviço cedido precisa estar no cálculo antes de qualquer acordo.

Entre os empreendedores que nunca contrataram influenciadores, metade (51%) declarou interesse ou abertura para tentar no futuro1. Esse interesse é mais forte entre os MEI: mais de 60% dos que ainda não adotaram a estratégia afirmaram considerar o investimento, ante 34% entre os gestores de MPE1. No recorte regional, empreendedores do Norte/Centro-Oeste lideram a receptividade futura (60%), enquanto Sul e Sudeste registraram os menores índices1.

A pesquisa não detalha quanto custa uma campanha eficaz por segmento, qual o prazo médio até os resultados aparecerem no faturamento nem como mensurar retorno de forma objetiva. Para MEI e MPE que consideram entrar nessa estratégia, a questão prática é: sem essas informações, como saber se a visibilidade ganha justifica o custo ou o tempo investido?

Fontes

Sebrae1jun/2025
Sebrae / FGV2jun/2025