Com queda de 87 unidades franqueadas em três anos e receita média distante do topo, a rede exige análise cuidadosa antes de qualquer decisão.
A Snap Fitness encolheu de 547 unidades franqueadas no início de 2023 para 460 em 2025, uma redução de 87 clubes em menos de três anos1. Para quem avalia entrar numa rede de academias, essa queda merece atenção antes de qualquer análise de retorno.
A receita média anual dos 459 clubes franqueados abertos ao fim de 2025 foi de US$ 277.584, ante US$ 265.574 em 20241. O crescimento existe, mas o intervalo entre os extremos é vasto. Os clubes com desempenho mais fraco registraram média de US$ 116.106, enquanto os de melhor desempenho alcançaram US$ 522.4231. A média esconde realidades muito distintas, e o candidato precisa entender em qual faixa sua praça tende a se encaixar.
O tamanho do clube também pesa de forma significativa. Unidades com 8.000 pés quadrados ou mais faturaram em média US$ 567.318, ao passo que as com menos de 4.000 pés quadrados ficaram em US$ 229.9841. Esse dado sugere que a decisão sobre o tamanho do espaço a ser locado pode ser tão estratégica quanto a escolha da praça em si.
Os oito clubes próprios da Snap Fitness oferecem outro ângulo: receita média de US$ 466.552 e renda operacional média de US$ 103.054, equivalente a 22% da receita1. A rede apresenta esses números como referência, mas o Franchise Chatter alerta que os dados corporativos incluem vendas de personal training que as unidades franqueadas historicamente não eram obrigadas a reportar, tornando a comparação imperfeita1. Tratar esse benchmark como espelho do que se obterá numa franquia pode introduzir um erro na avaliação.
O investimento inicial para um clube de 4.000 a 6.000 pés quadrados vai de US$ 554.731 a US$ 827.621, com a taxa de franquia fixada em US$ 39.500 e equipamentos de fitness respondendo por US$ 200.000 a US$ 250.000 do total1. Diante de um intervalo tão amplo de receita, a pergunta que a fonte coloca é se um clube conseguirá atingir os patamares dos de melhor desempenho e das unidades maiores.
Para o candidato brasileiro que avalia uma rede internacional de academias, as perguntas que a fonte não responde são igualmente relevantes. Qual o prazo do contrato e as condições de renovação? Há territorialidade protegida? E, sobretudo, o que explica a saída de tantas unidades no período analisado? Receita média em alta e rede em queda são sinais que pedem reconciliação antes de qualquer assinatura.