Mercado
Faturamento do setorR$ 314,9 bi+9,7%·Segmento em altaLimpeza e Conservação+16,6%·Desemprego5,3% pop. ativa+0,0%·Redes ativas3.366+1,4% no tri·Unidades em operação207.234+1,1% no tri·Empregos diretos1,8 milhão+0,8% no tri·Selic13,75% a.a.+0,0%·Câmbio USD/BRL5,0 R$/US$-2,8%·Confiança do consumidor (ICC · capital SP)118,6 índice-2,1%·IPCA (12m)4,58%·Crédito totalR$ 7,4 tri+0,5%·Endividamento das famílias49,86% renda+0,2%·Confiança do empresário100,2 índice-1,3%·Intenção de consumo104,0 índice+0,1%·Emprego em serviços 2026-08Rio de Janeiro/RJ+11.712·Faturamento do setorR$ 314,9 bi+9,7%·Segmento em altaLimpeza e Conservação+16,6%·Desemprego5,3% pop. ativa+0,0%·Redes ativas3.366+1,4% no tri·Unidades em operação207.234+1,1% no tri·Empregos diretos1,8 milhão+0,8% no tri·Selic13,75% a.a.+0,0%·Câmbio USD/BRL5,0 R$/US$-2,8%·Confiança do consumidor (ICC · capital SP)118,6 índice-2,1%·IPCA (12m)4,58%·Crédito totalR$ 7,4 tri+0,5%·Endividamento das famílias49,86% renda+0,2%·Confiança do empresário100,2 índice-1,3%·Intenção de consumo104,0 índice+0,1%·Emprego em serviços 2026-08Rio de Janeiro/RJ+11.712·
Notícia · Mercado Franquia

Escassez de mão de obra formal força franqueados repensarem viabilidade operacional

Criação de empregos caiu 56% em julho; setor de Comércio perdeu vagas e tende a pressionar redes dependentes de equipes próprias.

Redação Mercado Franquia·6 de set. de 2026 · 09:00·4 min de leitura·Redação MF · com IA
Escassez de mão de obra formal força franqueados repensarem viabilidade operacional

O Brasil criou apenas 58,5 mil empregos formais em julho de 2026, número que ficou abaixo do piso das projeções de mercado, que era de 90,5 mil vagas1. O resultado representa queda de 56,3% frente ao mesmo mês de 2025 e, segundo a série histórica do Caged que começou em 2020, é o pior desempenho registrado para um mês de julho1. Para quem avalia entrar em uma rede de franquias, esse dado muda o ponto de partida da conversa sobre viabilidade operacional.

No acumulado de janeiro a julho, foram gerados 972,2 mil postos formais, queda de 21% em relação ao mesmo período de 2025, quando o país abriu 1,22 milhão de vagas com carteira assinada1. Esse recuo acumulado tende a pesar mais sobre franqueados de operações intensivas em pessoas, como redes de alimentação, serviços pessoais ou varejo com equipe própria.

O setor de Serviços liderou a criação de vagas em julho, com 24.098 postos, seguido de Construção (12.691), Agropecuária (12.523) e Indústria (11.315)1. O Comércio foi o único grande grupamento com saldo negativo no mês, fechando 2.056 postos, e acumula perda de 7.896 vagas formais no ano1. Redes franqueadas com predominância em shopping e varejo de rua operam num setor que vem perdendo fôlego e podem sentir pressão dupla, dificuldade de contratar e queda no fluxo de consumidores com renda formal.

Construção civil, alojamento e alimentação e serviços domésticos aparecem entre os setores mais afetados pela escassez de trabalhadores, segundo Rodolfo Margato, economista da XP1. Ele projeta que o ritmo médio de criação de empregos formais desacelere de aproximadamente 110 mil vagas por mês em 2025 para 80 mil vagas por mês em 20261. O economista também estima crescimento do PIB próximo de zero no segundo semestre, após expansão no primeiro1. Esses números são projeções, não resultados realizados, e merecem ser lidos como tendência, não como certeza.

Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, avalia que ainda é cedo para tratar o movimento como tendência consolidada de desaceleração1. Ele acrescenta que a fraqueza dos dados pode aumentar as apostas em cortes de juros nas próximas reuniões do Copom1. Juros em queda tendem a reduzir o custo do crédito para capital de giro, o que pode aliviar o caixa inicial de quem está começando uma operação, mas esse efeito depende do prazo e das condições de cada rede.

No paralelo, a taxa de desemprego medida pela Pnad ficou em 5,3% no trimestre móvel encerrado em julho, a menor para o mês desde 20121. A convivência entre um mercado formal em desaceleração e um desemprego em mínimas históricas pode indicar que parte do emprego migrou para a informalidade, realidade que não aparece no Caged, que só registra trabalhadores com carteira assinada1.

Um ponto positivo no relatório vem do transporte: o setor encerrou o primeiro semestre de 2026 com 2,95 milhões de empregos formais ativos, conforme o Panorama CNT do Emprego no Transporte1. O transporte rodoviário de cargas liderou, com 44.911 vagas abertas no semestre, alta de 26,21% em relação ao mesmo período de 20251. Redes com operação logística intensa podem encontrar nesse setor aquecido uma pressão adicional sobre custos de entrega e distribuição.

Empregos em julho
58,5 mil
geração formal; pior julho desde 2020
Queda ante jul/2025
-56,3%
comparação com mesmo mês do ano anterior
Acumulado jan-jul
972,2 mil
queda de 21% frente ao mesmo período de 2025
Fonte: PEGN · jul/2026

Para o candidato a franqueado, o quadro levanta perguntas que a fonte não responde. Qual é o histórico de rotatividade da rede na praça avaliada? O modelo de negócio é intensivo em pessoal formal ou permite operar com equipe enxuta? E como a franqueadora calibrou as projeções de faturamento diante de um mercado de trabalho que está criando menos renda formal do que nos últimos anos? O salário médio de admissão chegou a R$ 2.419,23 em julho1, mas o que esse número significa para o custo da folha de uma unidade específica é dado que só a franqueadora pode detalhar. Num ambiente em que contratar pode custar mais caro e demorar mais, entender a estrutura de pessoal da operação antes de assinar é o que separa uma decisão informada de uma surpresa desagradável.

Faturamento por segmento ABF, em R$ bi
  1. Saúde e beleza77,2
  2. Alimentação53
  3. Serviços40,5
  4. Moda31
  5. Alimentação (comércio)29,3
  6. Casa e construção21,4
  7. Educação16,7
  8. Hotelaria e turismo14,4
Fonte · ABF · 2026

Fontes

PEGN1jul/2026
Associação Brasileira de Franchising22026
Foto: Resume Genius/Pexels

Explore os dados