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Franqueados adquirem Byrider e planejam expansão após contração de 25 unidades

Rede americana de revenda de carros usados com crédito subprime foi comprada por operadores que fecharam lojas próprias para se concentrar no canal de franquias.

Redação Mercado Franquia·7 de out. de 2026 · 10:57·3 min de leitura·Redação MF · com IA
Franqueados adquirem Byrider e planejam expansão após contração de 25 unidades

A Byrider encerrou 2025 com 99 unidades, sendo 81 franqueadas, depois de ter começado 2023 com 124 locais franqueados1. O recuo foi deliberado. O CEO Mike Onda descreveu o movimento como "dar um passo atrás para dar dois à frente" no processo de desinvestimento. Para quem avalia uma rede, a trajetória de contração importa tanto quanto o destino prometido, e a Byrider não esconde nem um nem outro.

A virada começou em setembro de 2024, quando seis franqueados, Tom Swigart, Greg Barrett, John Chalfant, Sean Garber, Chris McPhie e Chris Thomas, adquiriram os ativos da Byrider Franchising da gestora de private equity Altamont Capital Partners1. Barrett vendeu sua participação logo depois; os cinco restantes permanecem proprietários e integram a maior parte do conselho de administração da rede, mantendo ao mesmo tempo suas próprias unidades franqueadas.

O histórico pré-venda ajuda a entender por que os franqueados decidiram comprar a franqueadora. Quando a Altamont assumiu o controle em 2011, abriu lojas próprias, e essa divisão de foco teria afastado a franqueadora do suporte aos operadores, segundo Onda1. Antes do negócio de 2024, as 32 lojas próprias foram fechadas ou vendidas para que a nova gestão pudesse se concentrar exclusivamente no canal de franquias. A lição prática para candidatos é direta: estruturas de franqueadora que operam lojas próprias em paralelo podem gerar conflito de atenção, e vale perguntar como a rede divide recursos entre as duas frentes.

Desde a aquisição, a nova gestão percorreu as unidades da rede, investiu em atualização tecnológica e abriu um novo centro de suporte a franqueados em abril, além de nomear o ex-CEO da Denny's John Miller para o conselho neste verão1. A escolha de um executivo com histórico em outra rede de franquias pode indicar intenção de profissionalizar a governança, algo que PODE beneficiar o operador no dia a dia, embora a fonte não quantifique esse efeito.

O segmento em que a Byrider atua, revenda de carros usados com financiamento para clientes de crédito subprime, perdeu concorrentes relevantes: U.S. Auto Sales, American Car Center e Tricolor Auto Group encerraram as operações, e a America's Car-Mart enfrenta dificuldades significativas, segundo Onda1. Espaço competitivo mais aberto pode favorecer quem ficou de pé, mas a demanda do público subprime também está diretamente exposta a juros e inflação, dois fatores que a própria fonte aponta como desafios recentes para a rede.

A receita média total das 81 unidades franqueadas abertas há mais de dois anos, considerando 2024 e 2025, ficou pouco acima de US$ 7 milhões, com lucro líquido antes de impostos de US$ 553.671, conforme o FDD da rede1. O custo de abertura de uma unidade vai de US$ 947.000 a US$ 1,58 milhão, também segundo o FDD1. A rede afirma que bons operadores que seguirem o modelo encontrarão sucesso como os demais franqueados ao longo dos anos.

Unidades ao fim de 2025
99
81 franqueadas, 18 não franqueadas
Receita média anual (unid. +2 anos)
US$ 7 mi+
Média das 81 franquias em 2024-2025
Investimento inicial estimado
US$ 947 mil a US$ 1,58 mi
Custo de abertura conforme FDD
Fonte: Franchise Times · FDD Byrider · jun/2025

O FDD americano cumpre papel semelhante ao da COF brasileira ao exigir divulgação de investimento, royalties, taxas e histórico financeiro, mas o candidato brasileiro interessado em modelos como este deve buscar os equivalentes locais diretamente com a rede. A gestão tem metas por praça e janela de entrada definidas para o crescimento, ou ainda está em construção? Essa pergunta vale levar à franqueadora antes de qualquer decisão.

Fontes

Franchise Times1jun/2025
varejo-automotivofranquia-americanreestruturaçãoprivate-equitysubprime

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