Rede de atendimento para crianças com TEA inaugura quinta unidade própria e prepara expansion franqueada, ainda sem taxas e prazos definidos.
Com R$ 400 mil aplicados na implantação de sua quinta unidade, em Itaquaquecetuba (Grande São Paulo), a CompletaMente, rede de atendimento multidisciplinar para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outros atrasos no neurodesenvolvimento, inaugura a nova clínica em 1º de outubro1. A estrutura foi dimensionada para realizar até 4 mil atendimentos por mês e acompanhar cerca de 250 famílias1. Para quem avalia o segmento de saúde especializada infantil, a escala de atendimento planejada sinaliza o tamanho de operação que a rede julga necessário para ser viável em um município de médio porte da Grande São Paulo.
Do total investido, aproximadamente R$ 200 mil foram para infraestrutura e adequação do imóvel, incluindo climatização, iluminação, pisos, divisórias e instalações elétricas e hidráulicas. Cerca de R$ 50 mil cobriram mobiliário, tecnologia e equipamentos administrativos, e outros R$ 50 mil financiaram a estrutura terapêutica, com equipamentos para Integração Sensorial e Psicomotricidade, instrumentos de Musicoterapia, testes neuropsicológicos, tatames e materiais específicos1. O restante foi destinado à comunicação e ao lançamento da unidade1. Esse detalhamento do capex por categoria é raro em divulgações de rede e pode ajudar o candidato a comparar o que uma franquia semelhante precisaria aportar, embora os valores de uma eventual operação franqueada possam diferir dos de uma unidade própria.
A escolha de Itaquaquecetuba, segundo a empresa, partiu de análise de dados do setor de saúde suplementar e de indicadores populacionais que apontaram demanda por atendimento especializado e oferta limitada de clínicas multidisciplinares na região1. A metodologia de seleção de praça tende a ser um diferencial competitivo relevante em segmentos como o TEA, onde a concentração de concorrentes costuma ser menor em municípios fora das capitais.
A unidade reunirá Psicologia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional com Integração Sensorial, Psicopedagogia, Neuropsicologia, Psicomotricidade, Musicoterapia e Nutrição1. O diretor Ronaldo Ranieri afirma que o objetivo é que qualquer família encontre o mesmo padrão de estrutura e cuidado independentemente da unidade1. A padronização de protocolo é um dos pilares que a CompletaMente precisaria descrever em uma eventual COF, especialmente em serviços de saúde, onde a variação na qualidade do atendimento pode impactar diretamente a reputação de toda a rede.
A inauguração encerra o que a empresa chama de primeiro ciclo de expansão. A CompletaMente afirma já trabalhar em projetos para 2027 e estudar modelos de parceria para novas unidades dentro do Estado de São Paulo, além de estruturar um modelo de franquias para expansão fora do Estado1. O modelo franqueado ainda está em estruturação, o que significa que o candidato interessado precisará confirmar junto à franqueadora as taxas de franquia, royalties, prazo de contrato e nível de suporte operacional. A pergunta mais relevante neste momento: quais critérios a rede usará para selecionar praças e franqueados fora de São Paulo, e como garantirá o mesmo padrão assistencial em territórios onde ainda não tem presença?
Redes que crescem com consistência em unidades próprias antes de franquear podem chegar ao franchising com processos mais maduros, mas o candidato não deve tomar isso como garantia de qualidade operacional. O salto para um modelo de terceiros exige que a franqueadora tenha estruturado camadas de suporte verificáveis: manual de procedimentos, programa de treinamento, acompanhamento de conformidade e padrão assistencial são pontos que o candidato deve exigir ao negociar a franquia.