Rede de higienização de estofados expandiu presença internacional para 14 países usando modelo home based concentrado em um único distribuidor regional na Arábia Saudita.
Em menos de dois anos, uma unidade local da CleanNew tornou-se master franquia com função de hub regional1. A CleanNew, rede especializada em higienização, impermeabilização e blindagem de estofados, converteu sua operação na Arábia Saudita, iniciada em 2024, em master franquia e transformou o parceiro saudita em distribuidor dos produtos da marca para as franquias dos Emirados Árabes Unidos e do Kuwait1.
Para quem avalia franquias de serviços com potencial internacional, o movimento mostra que o modelo home based pode ganhar escala fora do Brasil sem exigir necessariamente a abertura de centenas de unidades próprias. A criação de uma estrutura regional concentrada em um único master tende a reduzir a complexidade logística e transferir parte da responsabilidade de expansão ao parceiro local.
A rede afirma ter faturado R$ 25 milhões com as franquias e R$ 10 milhões com a fábrica própria em 20251. O CEO Fritz Paixão atribui parte dessa ambição justamente à verticalização: a CleanNew mantém indústria própria, o que permite ao hub saudita abastecer outras praças da região.
O crescimento internacional de marcas brasileiras reforça o cenário. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), operações de marcas brasileiras no exterior cresceram 37% entre 2024 e 2025, chegando a 4.194 unidades1.
A adaptação ao mercado saudita, segundo Paixão, exigiu ajustes de comunicação de marketing às regras e características culturais locais1. Esse detalhe importa ao candidato a franqueado: redes com presença internacional podem ter manuais e padrões de marca mais rígidos justamente para garantir coerência entre praças culturalmente distintas.
A CleanNew está presente em 14 países, incluindo Estados Unidos, França, Espanha, Argentina, Colômbia, Andorra e México1. O modelo home based significa que o franqueado opera sem ponto fixo, levando equipamentos até o cliente. Para quem considera a rede no Brasil, vale exigir da franqueadora o investimento inicial, royalties, prazo do contrato e suporte de treinamento técnico: a COF traz os dois primeiros (taxa de franquia e remuneração periódica) e o prazo; o nível de detalhe sobre treinamento técnico varia e pode ser negociado.
Projeções de faturamento declaradas pela própria rede não substituem os dados de desempenho real por unidade, que o candidato deve solicitar separadamente. O case mostra que uma rede de serviços pode crescer exportando um modelo, não apenas uma marca.