Com R$ 7,6 mi faturados em 2025, a franquia de bronzeamento gaúcha quer elevar produtos de 10% para 50% da receita via drogarias e perfumarias.
Entrar numa franquia de bronzeamento artificial no momento em que a rede troca de nome, redesenha embalagens e planeja um canal de varejo para o ano seguinte é uma aposta diferente de entrar numa rede estável. É essa a conta que o candidato à BY' GG (ex-Bronze da GG) precisa fazer agora. A rede gaúcha encerrou 2025 com R$ 7,6 milhões em receita, crescimento superior a 30% sobre os R$ 5,6 milhões do ano anterior1. A meta para 2026 é superar R$ 10 milhões, sustentada pela expansão franqueada e por um rebranding lançado oficialmente na primeira semana de agosto, que consumiu R$ 500 mil de capital próprio e incluiu viagens de pesquisa à China e aos Estados Unidos para desenvolvimento de embalagens e produtos. A identidade visual e o novo nome são apenas a camada visível da mudança.
A aposta mais ambiciosa está no varejo. Hoje os produtos da marca (quatro SKUs de uso doméstico e acessórios como luvas aplicadoras) representam cerca de 10% do faturamento da rede1. A franqueadora quer elevar essa fatia para 50%, com entrada em perfumarias, drogarias e farmácias de luxo a partir de 2027, em canais físicos e online. "A gente sentia que tinha os melhores produtos dentro do pote, mas fora não refletia isso. Por isso nunca fomos para o varejo", explica Débora Dias, cofundadora. Para o franqueado, essa estratégia levanta uma pergunta concreta: o canal de varejo será operado pela franqueadora de forma centralizada ou haverá algum impacto sobre o território e a receita de cada unidade? A franqueadora é quem define esse modelo, e é dela que o candidato precisa exigir essa resposta antes de avançar. O perfil exigido é outro ponto que afasta parte dos interessados.
A BY' GG opera hoje com dez unidades, sendo seis próprias e quatro franquias, com presença em São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Capão da Canoa, Lajeado e Santa Maria1. A expansão é deliberadamente contida: a rede não faz busca ativa por franqueados e prioriza empreendedoras dispostas a operar a unidade, afastando investidores passivos. "A gente prefere ter poucas boas e próximas do que sair abrindo franquia só por abrir", diz Giovana Duval, cofundadora. Essa seletividade tem dois lados. Para a rede, garante qualidade operacional. Para quem avalia entrar, significa que o número de unidades abertas não é o único termômetro do momento da rede: o nível de suporte disponível para uma base pequena de franqueados ativos também pesa na decisão. A notícia não informa investimento inicial, taxa de franquia nem royalties. Esses itens estão cobertos pela Circular de Oferta de Franquia, que a rede é obrigada a fornecer antes da assinatura.
A fundação do negócio, em 2016, nasceu da parceria entre Giovana Duval, que passou mais de uma década na Califórnia trabalhando em bronzeamento artificial e atendeu nomes como Jennifer Aniston, Avril Lavigne e Ariana Grande, e Débora Dias, ex-advogada. Juntas, desenvolveram uma fórmula que, segundo a empresa, entrega coloração uniforme sem o cheiro característico dos bronzeadores à base de DHA e sem o tom alaranjado1. No Brasil, a marca afirma ter conquistado clientes como Sabrina Sato e Marcella Tranchesi. Para 2027, além da entrada no varejo, o plano inclui uma unidade conceito em São Paulo (espelho da casa-conceito já operante em Porto Alegre, que funciona como hub com café, eventos e serviços de parceiros) e uma loja própria no Rio de Janeiro. A rede também testa duas novas variações de bronzeamento além das oito já no portfólio.