Com expansão iniciada em 2026, a rede aposta no formato 2 em 1 para atrair novos franqueados.
Uma escola de idiomas e uma escola bilíngue sob o mesmo teto: esse é o English Learning Center, modelo lançado pela Red Balloon que a rede afirma ser o primeiro do segmento a integrar as duas modalidades em uma única estrutura1. A rede, fundada em 1969 e com 75 unidades ativas, pretende expandir o formato às mais de 70 unidades existentes nos próximos anos, com quatro confirmadas já em 2026.
A diretora-executiva Daniela Villela explica que 70% da base de alunos da rede já estudava no ensino regular pela manhã e frequentava as aulas de inglês como atividade extracurricular à tarde1. Segundo ela, avançar para o ensino bilíngue foi uma evolução natural de uma metodologia concebida para ir além do idioma. Dois anos de preparação resultaram no modelo estreado em 2024 na unidade Jardins, em São Paulo, que entrou em operação em 2025.
Para quem avalia entrar na rede, a lógica do formato merece atenção. Combinar dois fluxos de receita pode ampliar a ocupação da infraestrutura e contribuir para diluir custos fixos. A rede afirma que o payback estimado ocorre entre 24 e 36 meses, e a margem operacional média das unidades é de 30% sobre a receita bruta, atingida no terceiro ano de atividades1. Projeções declaradas pela própria franqueadora devem ser tratadas como estimativas, não como garantia de resultado.
O contexto de mercado reforça a aposta. As matrículas em escolas privadas bilíngues já respondem por 15% do corpo discente desse segmento, e as franquias de educação registraram crescimento de 5,7% no último ano, segundo a Associação Brasileira de Franchising1. Esse dado de setor tende a favorecer a tese da rede, mas não elimina o risco de saturação local, algo que varia conforme a praça.
A expansão prevista até 2027 inclui unidades em Jundiaí, Atibaia e Niterói. Para os três anos seguintes, a lista cobre Aclimação, Butantã, Recife (duas unidades), Campinas (duas unidades), Uberlândia, Ribeirão Preto, Salvador, entre outras praças1. Esse alcance geográfico levanta uma pergunta relevante para o candidato: como a franqueadora define e protege o território exclusivo de cada unidade quando praças vizinhas operam modelos idênticos?
O que a fonte não detalha, como royalties, taxa de franquia, taxa de propaganda e condições de renovação, consta obrigatoriamente na COF (Circular de Oferta de Franquia), documento que a rede é legalmente obrigada a fornecer antes da assinatura de qualquer contrato. Vale ainda perguntar à franqueadora quais os resultados reais das unidades já em operação no modelo 2 em 1. A premissa do formato é inteligente; a validação vem dos números de quem já opera.