Índice MF de Oportunidade Regional.
O Índice MF é o único número do portal que nós calculamos. Todo o resto é dado bruto de fonte oficial, reproduzido como veio. Por isso este índice tem página própria: quem lê um número derivado precisa saber como ele foi feito e onde ele não vale.
Ele responde a uma pergunta só: dentro de um segmento, quais praças têm mais espaço para uma unidade nova? A resposta é um score de 0 a 100 por cidade e por segmento. A mesma cidade pode ir bem em um segmento e mal em outro, e é assim de propósito.
O índice cobre 657 municípios dos 5.571 que o portal acompanha, ou seja 12% deles. O corte é população de 50 mil habitantes ou mais.
Cidade menor que isso não recebe score, e a razão é estatística: os três sinais do índice são posições relativas, e em população pequena um punhado de CNPJs ou algumas dezenas de contratações jogam a cidade de um extremo ao outro do ranking. Preferimos não dar nota a dar uma nota instável. Se a sua cidade não aparece, é isso, e não falta de oportunidade.
Os três sinais
Cada sinal entra como percentil dentro do segmento, não como valor absoluto. Ou seja, o índice mede posição relativa entre praças comparáveis, e não uma grandeza econômica em si.
| Peso | Sinal | O que mede |
|---|---|---|
| 45% | Espaço de mercado | O inverso da saturação. Quantos CNPJs do segmento já operam por 100 mil habitantes, comparado às outras praças. Menos concorrência instalada, mais espaço. Fonte: Receita Federal. |
| 35% | Condição socioeconômica | Combina renda domiciliar per capita e desigualdade (Gini invertido, porque renda melhor distribuída sustenta consumo de forma mais estável). Fonte: IBGE. |
| 20% | Dinamismo de contratação | Saldo de emprego formal em serviços nos últimos 12 meses, por 100 mil habitantes. Serviços, e não o total, porque é onde a franquia opera. Fonte: CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego. |
Espaço pesa mais que renda de propósito. No Brasil os dois costumam puxar em direções opostas, porque praça rica em geral já tem franquia: a combinação de espaço alto com renda alta existe, mas é rara, e é justamente ela que o índice procura.
Como tratamos a ausência de dado
Nem toda cidade elegível tem saldo do CAGED no período. Quando falta, o índice não atribui zero: ele recalcula o score sobre os dois sinais restantes, renormalizando os pesos. Dar zero seria punir a cidade por um silêncio da fonte, e trataria ausência de informação como informação ruim.
Pela mesma razão, o percentil de dinamismo é calculado somente entre as cidades que têm o dado. Quem não tem fica fora daquela comparação, em vez de entrar no fim da fila.
Alta, média e baixa
A faixa não é um corte de score fixo. É posição dentro do segmento: alta são os 10% de maior score, baixa são os 10% menores, e o resto é média. Isso significa que existe sempre um topo e sempre uma base, mesmo que o segmento inteiro esteja aquecido ou saturado.
O que o índice não é
- Não é recomendação de investimento. Ele ordena praças por sinais públicos, e não conhece a sua franquia, o seu capital nem o seu prazo.
- Não avalia ponto comercial. Fluxo de rua, aluguel, vizinhança e concorrente da esquina não entram. Dentro da mesma cidade, o índice é o mesmo para qualquer endereço.
- Não mede a marca. Duas redes do mesmo segmento recebem a mesma leitura de praça, ainda que operem de formas muito diferentes.
- Não projeta faturamento. Não há nenhuma estimativa de receita futura no cálculo.
Atualização e onde ver
O índice é recalculado quando as fontes de base avançam, sempre no período mais recente disponível de cada uma, nunca em data fixa. O período usado aparece junto do número na tela em que ele é exibido.
Veja por município no mapa de oportunidade, ou por segmento na página de segmentos. A procedência de cada série de base está em fontes de dados, e o processo editorial em política editorial.
Cobertura lida do próprio cálculo, atualizada diariamente.